sábado, 14 de julho de 2012
E o fim é belo incerto
Em um sábado a noite, enquanto praticamente todo o meu circulo de "amizades" ou pessoas próxima a mim saem para se divertir, me encontro sozinha em casa com apenas alguns programas na televisão, que por sua vez não me despertam extremo interesse, acabo por concluir a leitura de um livro que de maneira sensata me trará algum retorno ainda que breve. "O amor nos tempos do blog" Eis uma grande inspiração a escrever novamente nesse antigo e antes desativado blog. Acompanhada de um café e alguns receios, resolvi incorporar ao meu ambiente um som, para acabar (de certa forma) com a monotonia do meu quarto nessa noite pouco estrelada. Foi escutar uma música, que comecei a viajar em pensamentos que por uma frequência de segundos me levaram a tirar conclusões incertas (como a maioria das minhas conclusões, sempre enquadradas na eterna contradição humana)
e acabei por "encher a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar". Cheguei por algum momento a pensar estar sentindo novamente o que baseados em conceitos que desconheço pode se rotular "paixão", mas como citei anteriormente logo a minha contradição falou mais alto, e por não conhecer fatores que possam dizer exatamente o que é esta sensação, em meus pensamentos me perdi. As palavras, as histórias... Detalhes incomensuráveis no meu ponto de vista e talvez apenas no meu, vieram a tona. Sempre senti quieta, sempre sonhei calada. Mas sentia, e sentia muito, por não falar muitas vezes fui questionada e minha palavra tratada com receio. Sem que percebesse acabei por lembrar seu nome, seu endereço, seu telefone. Querendo, e sabendo que posso esquecer, só gostaria de saber exatamente quando... Guardaria essa data junto com um enorme troféu, seria esta a maior conquista? Talvez para mim sim. E continuo por pensar e remoer mil frases e pensamentos de todos que conhecem a teoria, mas se contrariam na prática. Os sábios que só falam de amor. O meu "talvez" continua por atordoar meus pensamentos. Ai está a eterna contradição humana, a incrível "Igreja do diabo" dos dias atuais... Não sei sentir, não sei lidar. Fria demais, intensa demais... Contraditória, sem coração, racional? Vemos por esse próprio conjunto de frases que apenas a primeira palavra dessa pergunta dúbia pode ser afirmada. A única coisa em que tenho extrema convicção e que outrora pude ouvir em determinada canção é que o fim é belo e incerto, depende apenas de como se vê o novo, o credo e a fé que depositamos em nós mesmos. Deixando de lição para o emaranhado de pensamentos aleatórios que assombram as noites frias e solitárias de mais uma menina, que ainda tende a crescer muito com a vida, é que devemos aproveitar o novo, ainda que desconhecido... Enquanto aos poucos com muita luta, força e coragem certa saudade chegue ao fim.
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