sábado, 14 de julho de 2012

Olhos Comprimidos

De longe ela vê, e o que ela vê? Ela vê seu motivo para sorrir, e não pergunte qual é o seu motivo, pois você sabe você também o conhece... Você também sorri por esse motivo, o sorriso dela é bobo, ela está se aproximando dele e seu olhar fixo, com a distância diminuindo entre eles vai se desviando e de pouco a pouco seu olhos já não estão o vendo, ele passou e ela ficou desnorteada querendo voltar no tempo e mudar a ação do ponto de encontro. Ela ainda está ali, e ele recém passou, ela olha para traz e vê, ele está lá, parado com os olhos fixos nela, como se o motivo dele de sorrir também tivesse passado. E então ela fica angustiada e ele decidido vai ao seu encontro e ela afoita, tem medo do que irá acontecer, mas então resolve se entregar e ver qual será a reação dele frente a ela. Ele se aproxima cada vez mais e seus olhares estão fixos um no outro, ela começa a caminhar ao seu encontro, e no meio da estação de trem onde todos estão com pressa, correndo para chegar ao seu destino, ela chega ao destino dela com apenas alguns passos, e com sua cabeça apoiada no ombro dele, ela sorri fechando os olhos para eternizar o momento.

E o fim é belo incerto

Em um sábado a noite, enquanto praticamente todo o meu circulo de "amizades" ou pessoas próxima a mim saem para se divertir, me encontro sozinha em casa com apenas alguns programas na televisão, que por sua vez não me despertam extremo interesse, acabo por concluir a leitura de um livro que de maneira sensata me trará algum retorno ainda que breve. "O amor nos tempos do blog" Eis uma grande inspiração a escrever novamente nesse antigo e antes desativado blog. Acompanhada de um café e alguns receios, resolvi incorporar ao meu ambiente um som, para acabar (de certa forma) com a monotonia do meu quarto nessa noite pouco estrelada. Foi escutar uma música, que comecei a viajar em pensamentos que por uma frequência de segundos me levaram a tirar conclusões incertas (como a maioria das minhas conclusões, sempre enquadradas na eterna contradição humana) e acabei por "encher a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar". Cheguei por algum momento a pensar estar sentindo novamente o que baseados em conceitos que desconheço pode se rotular "paixão", mas como citei anteriormente logo a minha contradição falou mais alto, e por não conhecer fatores que possam dizer exatamente o que é esta sensação, em meus pensamentos me perdi. As palavras, as histórias... Detalhes incomensuráveis no meu ponto de vista e talvez apenas no meu, vieram a tona. Sempre senti quieta, sempre sonhei calada. Mas sentia, e sentia muito, por não falar muitas vezes fui questionada e minha palavra tratada com receio. Sem que percebesse acabei por lembrar seu nome, seu endereço, seu telefone. Querendo, e sabendo que posso esquecer, só gostaria de saber exatamente quando... Guardaria essa data junto com um enorme troféu, seria esta a maior conquista? Talvez para mim sim. E continuo por pensar e remoer mil frases e pensamentos de todos que conhecem a teoria, mas se contrariam na prática. Os sábios que só falam de amor. O meu "talvez" continua por atordoar meus pensamentos. Ai está a eterna contradição humana, a incrível "Igreja do diabo" dos dias atuais... Não sei sentir, não sei lidar. Fria demais, intensa demais... Contraditória, sem coração, racional? Vemos por esse próprio conjunto de frases que apenas a primeira palavra dessa pergunta dúbia pode ser afirmada. A única coisa em que tenho extrema convicção e que outrora pude ouvir em determinada canção é que o fim é belo e incerto, depende apenas de como se vê o novo, o credo e a fé que depositamos em nós mesmos. Deixando de lição para o emaranhado de pensamentos aleatórios que assombram as noites frias e solitárias de mais uma menina, que ainda tende a crescer muito com a vida, é que devemos aproveitar o novo, ainda que desconhecido... Enquanto aos poucos com muita luta, força e coragem certa saudade chegue ao fim.